Vereador Berro protocola pedido de investigação contra desapropriação de terreno

O vereador Carlos Alberto Abudi protocolou no Ministério Público de Cambé um pedido de investigação contra supostas irregularidades na venda subsidiada pela Prefeitura de Cambé de um terreno para a instalação da empresa Vilma Alimentos em 2010. Na época, o ex-prefeito João Pavinato firmou um Projeto de Intenções com a empresa Domingos Costa Indústria Alimentícia S/A que previa a compra conjunta por desapropriação do terreno de cinco alqueires no valor de R$ 840.000,00. Os antigos proprietários das terras recorreram na Justiça contra a desapropriação alegando que o valor estava defasado em relação ao mercado. O processo ainda está em análise no judiciário.

De acordo com o pedido ao MP, o valor do terreno à época foi avaliado em quase três vezes o valor da desapropriação. “Juntamos ao pedido um laudo judicial feito na época que acusava o valor de R$ 2.148.000,00 e um novo laudo que avalia o terreno em R$ 3.471.074,38. É uma diferença muito grande do que foi depositado em juízo. Entramos com esse pedido de investigação para que os responsáveis da época respondam por essa desapropriação, senão quem vai pagar esse valor é a Prefeitura. Queremos preservar o erário para que não haja sérios prejuízos ao interesse público”, explica Berro.

Para o vereador, a situação é ainda mais grave já que a Vilma Alimentos não cumpriu com os objetivos previstos no Projeto de Intenções que viabilizou a compra conjunta do terreno. “A empresa simplesmente não fez o que estava no acordo: Eles tinham que gerar 600 empregos, geraram 13; Estava estipulada a construção de 50 mil metros quadrados no terreno, construíram pouco mais que 7 mil; O projeto também previa a instalação de uma fábrica de processamento de alimentos, promessa que nunca se cumpriu. Em resumo, o município desapropriou um terreno por um valor menor, pagou metade desse valor e nunca recebeu a contrapartida da empresa. Fica clara a desproporcionalidade nessas ações”, detalha.

O vereador espera que a partir desse pedido, o Ministério Público traga a luz os atos e os atores envolvidos na instalação da empresa na cidade. “Cada nova empresa instalada em Cambé é uma vitória para no nosso povo. Mas isso não pode acontecer de forma irregular e nublada como foi o caso da Vilma Alimentos. Temos que elucidar essas transações e distinguir claramente os responsáveis, de outra forma, todos nós pagaremos essa conta”, afirma Berro.

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