ONGs e projetos sociais lutam pela vida dos animais em Cambé

Por Júlia Cristina da Silva

A ONG Amigo Bicho e o projeto ‘Pedindo Socorro’ de Cambé têm lutado constantemente para reduzir o número de cachorros abandonados pelas ruas da cidade. Com um objetivo em comum, os participantes lutam por políticas públicas voltadas aos animais e pela conscientização da população em relação ao abandono.

Sonia Silva é presidente da ONG Amigo Bicho. Segundo ela, todos os bairros estão em uma situação bem difícil de abandono de animais. “ Quando ficamos sabendo de algumas situações nós buscamos por lares temporários e pagamos hotéis para cachorros com o nosso dinheiro próprio”, explica. Além do resgate de animais abandonados, a ‘Amigo Bicho’ realiza feiras de adoção todos os sábados e cuida de animais atropelados.

Ainda de acordo com Sônia o número de castrações realizado pela Prefeitura de Cambé reduziu e ainda não foi feita uma política pública voltada aos animais. “Infelizmente, as castrações reduziram de 40 para 25 por mês em uma cidade com mais de 100 mil habitantes. A questão de maus tratos aos animais também é uma responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente”, conta.

Dolores Osseti, ex-comerciante que faz parte do projeto ‘Pedindo Socorro’ com mais seis mulheres, trabalha no resgate de animais abandonados e está constantemente lutando para o aumento de castrações feitas pela Secretaria de Meio Ambiente. Além dos filhotes que mantém em sua casa, ela ajuda a cuidar de mais 16 cachorros em outras duas residências.

Dolores explicou que o Projeto também tem feito mobilizações pelas redes sociais, pois as pessoas precisam entender que os animais são seres dignos de respeito e cuidado. “Quem tem um animal em casa deve zelar pela sua saúde e seu bem estar ao longo de sua vida. Não se deve trazer pra casa e depois abandonar, é desumano”, afirma.

Segundo a ex- comerciante, a região onde se encontram mais cachorros abandonados é o Bratislava. “Lá nós encontramos muitos cachorros abandonados, machucados e doentes, mas não temos estrutura suficiente para manter os animais, dependemos muito de doações e apoio de outras instituições”.

A administração pública tem se reunido para discutir sobre a questão dos animais abandonados na cidade. Uma das soluções discutidas é a formação de uma comissão para facilitar o encaminhamento das denúncias de maus tratos ao Ministério Público e outras autoridades. “Nós recebemos denúncias diárias por meio da Ouvidoria, redes sociais e pelo telefone.

Formando essa comissão, pretendemos organizar e repassar diretamente as denúncias para as responsabilidades oficiais”, explicou o diretor do Departamento de Atendimento e Apoio à Comunidade, Carlos Alberto Serpeloni.

Ainda segundo o diretor, os fiscais da Secretaria de Meio Ambiente vão continuar fazendo a verificação nas casas denunciadas e, se houver resistência, a Polícia Militar (PM) vai acompanhá-los. “Animais em situação de abandono serão retirados do local pela Força Verde da PM e encaminhados aos lares temporários. Essas providências não serão tomadas só em casos de animais domésticos, mas com qualquer animal que estiver sofrendo maus tratos”, afirmou. Os lares temporários serão providenciados com o apoio da ONG ‘Amigo Bicho do Projeto ‘Pedindo Socorro’.

O Departamento de Atendimento e Apoio à Comunidade informou também que um projeto de lei está sendo elaborado para que os donos sejam responsabilizados pela condição de saúde dos animais e multados em casos de maus tratos ou reincidência. O dinheiro das multas será revertido em melhorias e apoio à causa animal no município.

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