Levantamento mostra baixo índice de cáries em crianças cambeenses

Um levantamento realizado pela Divisão de Saúde Bucal da Secretaria de Saúde revelou que somente uma em cada duas crianças na faixa etária de 12 anos já tiveram uma cárie ou extração em toda sua vida. Esse número é classificado como muito baixo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo foi realizado em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e contou com a participação de 1.435 pessoas. O levantamento epidemiológico de saúde bucal foi estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e busca avaliar e controlar as condições bucais e a necessidade de tratamento bucal de uma população.

De acordo com os resultados divulgados pela Secretaria de Saúde, o último levantamento aponta que o número médio de casos em crianças de 5 anos com dentes de leite perdidos pela cárie foi de 1,07 por criança. Já o índice em crianças de 12 anos, com dentes permanentes, foi de 0,52, o que corresponde em média à um caso a cada duas crianças. O número em adolescentes também se manteve baixo, com 1,03 casos em média.

A pesquisa também avaliou a média de casos em adultos e apontou uma redução em relação ao número de 2008, sendo de 16,92 para 14,34 casos. Já em idosos, o resultado mostrou um aumento na média do número de dentes perdidos e extraídos por cárie, de 24,73 para 27,84 dentes por idoso.

A coordenadora da Divisão de Saúde Bucal, Priscilla Viviana Mamprin Casaroto, afirma que mesmo com o aumento no último índice o estudo aponta uma melhoria no serviço. “Nós observamos um aumento no número de cáries em idosos justamente porque, com o aumento de tratamentos odontológicos oferecidos para essa faixa etária, eles estão conseguindo manter mais dentes na boca”, explica Priscilla. Além disso, a coordenadora acrescenta que a média nacional no levantamento em saúde bucal no Brasil para idosos é de 27,53.

Para a professora de odontologia da UEL que desenvolveu o levantamento junto à Divisão de Saúde Bucal, Maria Luiza Hiromi Iwakura Kasai, a periodicidade do levantamento é importante para avaliar as condições do município e promover o cuidado bucal. “Das cidades da região, Cambé é a única que busca respeitar essa periodicidade e isso dá mais solidez aos resultados”, explica. Maria Luiza coordena o projeto de extensão Integração Ensino Serviço de Saúde para a Realização de Levantamentos Epidemiológicos de Saúde Bucal que orienta os profissionais de odontologia para realizar o procedimento dentro dos padrões das exigências do Ministério da Saúde.

O levantamento, que é realizado desde 1987 em Cambé, é feito de acordo com os índices da OMS de CEO-D (dentes cariados perdidos devido à cárie) para dentes de leite em crianças de 5 anos e CPO-D (dentes cariados, perdidos e obturados devido à cárie) para dentes permanentes a partir dos 12 anos. Em 2008 foram incluídos adultos (35 a 44 anos) e idosos (65 a 74 anos) e em 2018, o levantamento passou a incluir adolescentes (15 a 19 anos).

Avaliação dos resultados

A professor Maria Luiza Hiromi Iwakura Kasai estará no município no dia 27 para avaliar e discutir os resultados obtidos com os profissionais da Divisão de Saúde Bucal.

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