Do jeito que a história deve ser mostrada

Prédio da Tapeçaria e Auto Vidros Begnini foi inaugurado pela família em 1955 na esquina da Rua Belo Horizonte com a Travessa Rui Barbosa, mas funcionava antes na Avenida Inglaterra.

Nada praticamente mudou no prédio de esquina da Rua Belo Horizonte com a Travessa Rui Barbosa, no Centro de Cambé. Há 63 anos funciona no local a empresa da família Begnini. Uma fotografia histórica mostra que ali funcionava a Selaria Begnini.

O senhor sentado numa cadeira, bem a frente, em posição de destaque, é o fundador, Paulo Begnini. Hoje a foto mostra no prédio outra denominação: Tapeçaria Auto Vidros Begnini. E o senhor que toma conta do empreendimento se chama Marco Antonio Begnini. São apenas alterações que o tempo impôs.

Na foto antiga o bom observador vai perceber que a alvenaria subia e terminava com pontas na altura do telhado. As pontas foram retiradas conforme a foto de agora. A rua e a travessa eram de chão batido. Agora estão asfaltadas. Sobre o chão batido os carroceiros se enfileiram para a fotografia. Mas é bom lembrar que, antes, eles ficavam no outro lado da rua, onde hoje existe uma rotatória finalizando a transposição da linha férrea. Isso quem conta é o Marco.

Aparece também na foto antiga uma das construções da companhia que na época era responsável pelo transporte ferroviário. Ela ainda existe, adiante, e sofre por culpa do descuido.

Marco é um dos filhos de Paulo e Maria de Freitas Falcão Begnini, ele de origem italiana e ela de origem portuguesa. O casal teve seis filhos, três já são falecidos. Marco e uma irmã estão em Cambé. Outra irmã mora em Rancharia, no Estado de São Paulo.

Marco, casado com Rosana Baggio Begnini, nasceu no dia 21 de novembro de 1952. Em Cambé, na Avenida Inglaterra, bem onde funciona uma agência bancária que surgiu com a denominação de Banco Comercial do Paraná, depois Banco Mercantil e Industrial do Paraná e depois Bamerindus.

Ali funcionava a Selaria e também havia conjugada a residência da família Begnini. Marco estudou no Colégio Olavo Bilac e também no extinto Morais Junior, onde cursou Contabilidade.

Ele nunca deixou Cambé a serviço e nem pensa em sair da cidade. Rosana e Marco são pais de Marco Aurélio e Mariana Cristina. A família já conta com uma netinha. A rua em frente, asfaltada, teve acrescentada recentemente uma construção verde e vermelha, o Terminal de Ônibus Urbano e Metropolitano transferido da Praça Getúlio Vargas.

Carros chegam de um lado e vão para o outro. O trem já não traz viajantes. Mas os ônibus não param de partir com usuários do transporte coletivo. A tapeçaria daquela esquina não é apenas uma saudade aliviada na fotografia obtida pela família Begnini do acervo municipal.

É, com muita certeza, a história de Cambé mantida acesa pela família que há 63 anos está naquela esquina, mas muito antes já atendia laboriosa clientela perto dali, na selaria da Avenida Inglaterra.

COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


%d blogueiros gostam disto: