“Geladeira Solidária”: sobras de alimentos para quem tem fome


Lucilene e Lucinéia, proprietárias do posto

Apesar da ideia da “Geladeira Solidária” não ser novidade, ela tem um significado muito importante para conscientizar as pessoas quanto ao aproveitamento das sobras de alimentos. Na maioria das casas geralmente o que não é consumido, simplesmente vai para o lixo, quando poderia ser destinado para quem não tem nada ou quase nada para comer. Em Cambé, a iniciativa da implantação do Projeto “Geladeira Solidária” é da Loja Maçônica Hugo Gonçalves. A primeira unidade funciona no pátio do Posto Buccioli.

Mesmo estando no início, o projeto já atende em média de 30 a 40 pessoas por dia que retiram as marmitas a qualquer hora durante o funcionamento do estabelecimento. Por enquanto, a maioria dos colaboradores são os próprios membros da Loja Maçônica, que estão levando as marmitas para o local. Mas proposta é promover uma ampla divulgação para sensibilizar e atrair mais participantes para atender um maior número de necessitados. Mais dois locais estão sendo preparados para receber as geladeiras: Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Santa Casa de Misericórdia de Cambé.


Idevar Campanerutti, membro da Loja Maçônica

“Vamos distribuir panfletos informativos nas ruas da cidade e embalagens de marmita nas residências para quem quizer colaborar”, diz Idevar Campanerutti, um dos membros da Loja. Ele informa ainda que os ingredientes das sobras de comida devem ser embalados separamente. “Para doar alimentos à geladeira, é preciso seguir algumas regras: os alimentos têm de estar embalados, dentro do prazo de validade e com a data de fabricação na embalagem. Não é permitido colocar bebidas alcoólicas, ovos, carnes ou peixes crus e pacotes abertos”.

Para a sócia proprietária do posto Lucinéia Buccioli, que cedeu o espaço para a instalação da primeira geladeira solidária em Cambé, o projeto é louvável e deveria prosperar em todas as cidades do Brasil. “Para isso, seria necessário a participação de mais pessoas, não só para doar as marmitas, mas também para ajudar a disciplinar e tentar dar outros tipos de encaminhamento à vida dessa gente que necessita, a maioria, moradores de rua”, avalia Lucinéia.

“Entendemos ainda que só este local é pequeno para atender todos os que precisam e procuram alimentos e o número de colaboradores ainda é insuficiente. Além dessas questões existem outros problemas pontuais que acontecem com certa frequência e que nossos funcionários tentam amenizar, o que tem dificultado e prejudicado nossa própria rotina de trabalho. Mesmo assim pretentemos continuar colaborando com a proposta e torcendo para que dê muito certo”, disse.

DESPERDÍCIO NO MUNDO
De acordo com uma matéria publicada pela Revista Galileu, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou números que indicam que o problema é muito mais grave do que se imagina: 1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçado por ano.

Esse valor representa mais de um terço de todos os alimentos produzidos para o consumo humano. O mais impressionante é que mais de 800 milhões de pessoas no mundo não têm o suficiente para comer. Não é preciso ser um gênio da matemática para chegar à conclusão que o que se desperdiça poderia acabar com o problema da fome no mundo, não é mesmo? Claro que não é tão simples assim, há vários outros fatores envolvidos, como por exemplo, a má distribuição dos recursos, mas não há dúvidas que esses números cairiam significativamente.

O que cada cidadão deve refletir é o que ele pode fazer para contribuir para a diminuição desses números. Afinal de contas, esse é um problema que nos afeta enquanto humanidade.

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