Doação de órgãos é tema em palestra promovida pela Biblioteca Pública

Na manhã da última sexta-feira (21), a Biblioteca Pública de Cambé promoveu uma palestra sobre doação de órgãos, ministrada por Oggle Bacchi, enfermeira, ex-coordenadora da Central de Transplantes do Paraná e atual diretora administrativa do Hospital da Zona Norte de Londrina. A palestrante relatou as principais dificuldades no processo de doação de órgãos além de explicar a importância de ser um doador. O Dia Nacional de Doação de órgãos e Tecidos é celebrado na próxima quinta-feira, 27 de setembro.

Bacchi traçou um breve histórico sobre o transplante de órgãos no Brasil e no mundo, explicando ao público o desenvolvimento da medicina, mostrando a eficácia dos transplantes e como eles funcionam. “A doação de órgãos é um assunto que precisa ser esclarecido. Hoje o processo de transplante é seguro e a doação só vai acontecer após vários diagnósticos feitos para comprovar a morte cerebral do doador”, afirma.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doação pode ser tanto de órgãos, como rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão; como de tecidos, como córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical. A doação pode ser feita em vida em alguns casos, como o rim, parte do fígado e da medula óssea.

No Paraná há 1.500 pessoas na fila de espera para um transplante. “Se todas as famílias de doadores autorizassem o processo, seria possível zerar a fila de espera. Um grande desafio hoje é a autorização das famílias em aceitar a doação, mesmo com o diagnóstico de morte encefálica”, declara a enfermeira. De acordo com a Lei do Transplante, a família é a responsável pela decisão final não tendo mais valor a informação de doador ou não doador de órgãos, registrada no documento de identidade.

O Brasil possui o maior programa público de transplante do mundo. Segundo o Ministério da Saúde, 87% dos transplantes são feitos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A palestrante explica que o processo de doação de órgãos no Brasil tem total transparência. A distribuição é feita em Brasília através de um sistema de cruzamento de dados e o SUS tem trabalhado para que as pessoas da fila de esperam recebam os órgãos saudáveis o mais rápido possível.

No caso do fígado, ainda de acordo com o Ministério, o transplante de só é indicado para pessoas com doenças hepáticas agudas ou crônicas. Foi o caso de Richardson Moura que estava presente na palestra com sua mulher, Regina Moura. Richardson aguardou três anos na fila de transplantes após ter contraído hepatite C, e há 8 anos recebeu um fígado novo para voltar viver normalmente. “A doação de órgãos deu a oportunidade do meu marido de renascer. Doar é poder fazer bem a alguém mesmo após a morte”, declara Regina.

Também estavam presentes na palestra os alunos, professores e coordenadores do Colégio Estadual Olavo Bilac, representantes da Secretaria Municipal de Saúde, da Central de Transplantes de Órgãos da Santa Casa de Cambé e a vereadora Fátima Hauly. (SeCOM/PMC)

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